Indefinição de Walter Alves mantém sucessão no RN em suspense

O programa Política Sem Filtro, da Rádio Difusora de Mossoró, apresentado pelos jornalistas Neto Queiroz e Jessé Rebouças e exibido de segunda a sexta-feira, às 18h, fez uma análise sobre os bastidores da sucessão no governo do Rio Grande do Norte.

Durante a análise, foi destacada uma variável que vem ganhando força no cenário político: a posição do vice-governador Walter Alves.

Para que ocorra uma eleição indireta na Assembleia Legislativa, é necessário primeiro que exista vacância no cargo de governador. Esse cenário depende de uma eventual saída da governadora Fátima Bezerra.

No entanto, antes desse movimento político existe uma etapa institucional importante. Caso a governadora deixe o cargo, Walter Alves assume automaticamente o governo do estado. Somente se o vice também decidir deixar o cargo é que se abriria o caminho legal para a realização de uma eleição indireta pela Assembleia Legislativa.

Nos bastidores da política potiguar, a discussão gira em torno da melhor estratégia para o grupo político ao qual Walter Alves pertence. Em diferentes momentos, o vice já demonstrou resistência à ideia de assumir o Executivo estadual.

Essa posição cria uma incerteza na dinâmica das alianças, porque toda a engenharia política construída em torno da sucessão depende diretamente dessa decisão.

Diante desse cenário, a pergunta que circula nos bastidores da política é direta: Walter pode desistir de desistir?

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