O ex-policial militar Pedro Inácio (foto em destaque), condenado pela morte da jovem Zaira Cruz (foto 2), obteve progressão de regime na tarde desta segunda-feira (16) e já deixou o sistema prisional.
A decisão foi concedida por um juiz de primeira instância, que entendeu que o condenado atende aos requisitos previstos na legislação brasileira para a mudança do regime fechado para o semiaberto.
Entre os argumentos aceitos pela Justiça estão o cumprimento da fração mínima da pena, o registro de bom comportamento carcerário, a ausência de faltas disciplinares e a soma de 560 dias de remição, obtidos por meio de trabalho ou estudo.
Apesar disso, o Ministério Público do Rio Grande do Norte se manifestou contra a progressão. O órgão solicitou a realização de exame criminológico para avaliar se o réu estaria apto ao benefício, mas o pedido não foi acatado.
A decisão gerou forte repercussão. Ozanete Dantas, mãe de Zaira Cruz, fez um desabafo emocionado ao comentar a saída do condenado da prisão.
“É muita raiva saber que aquele homem que matou minha filha está solto. Isso revolta qualquer mãe, qualquer pessoa. Quem perdeu fui eu. Eu perdi minha filha, minha filha está enterrada há 7 anos. Há cinco dias era o aniversário dela, de 30 anos. Ela poderia estar aqui comemorando comigo, mas está enterrada”, desabafou.
O caso segue repercutindo no estado, principalmente pela gravidade do crime e pela comoção provocada à época.
Zaira Cruz foi assassinada no dia 2 de março de 2019, durante o sábado de Carnaval, em Caicó. A jovem, de 21 anos, natural de Currais Novos, foi encontrada morta dentro de um veículo.
De acordo com as investigações, ela foi vítima de estupro e morta por asfixia mecânica, provocada por estrangulamento.
Pedro Inácio foi condenado por homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver, com pena superior a 20 anos de prisão.
Mesmo com a progressão para o regime semiaberto, ele segue cumprindo pena e deverá obedecer às regras impostas pela Justiça.
Foto: Reprodução