Enquanto no Brasil o feminicídio é punido com penas de 12 a 30 anos, podendo chegar a 40 anos de prisão, outros países adotam legislações mais rígidas.
Na Itália e na França, o crime pode levar à prisão perpétua. Na Argentina, a pena é obrigatoriamente perpétua. Já no México, pode chegar a até 60 anos, enquanto no Chile há previsão de prisão perpétua qualificada. Nos Estados Unidos, homicídios com agravantes podem resultar em prisão perpétua ou até pena de morte.
Em 2025, o Brasil registrou cerca de 1.568 feminicídios, média de quase quatro mortes por dia. Na Argentina, foram 271 casos no mesmo período. No México, a estimativa gira em torno de 700 por ano, com possibilidade de subnotificação.
Já em países como Chile, França e Itália, os registros são menores. Nos Estados Unidos e na Itália, os dados entram como homicídios de mulheres, o que dificulta a comparação direta.
O cenário mostra que o feminicídio é um problema global, mas o Brasil ainda se destaca negativamente pelo volume de casos.
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