O fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas poderão provocar impacto de R$ 3 bilhões por ano na economia do Rio Grande do Norte e eliminar cerca de 7,8 mil empregos formais no Estado, de acordo com estudo divulgado pelo Instituto Fecomércio RN e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
As estimativas apontam ainda aumento de preços de até 13%, com reflexos diretos sobre o custo de vida da população. O levantamento analisa os possíveis efeitos da proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso Nacional e prevê mudanças na jornada de trabalho no País.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a medida pode afetar principalmente os setores de comércio, serviços e turismo, responsáveis por grande parte dos empregos formais no Estado.
“O comércio de bens, serviços e turismo é extremamente heterogêneo, envolvendo desde micro e pequenas empresas até grandes redes, além de atividades com forte sazonalidade, como o turismo e a hospitalidade. Uma legislação impositiva e uniforme pode gerar efeitos adversos, como fechamento de estabelecimentos, demissões e aumento de preços ao consumidor”, afirmou.
Além do estudo econômico, o Instituto Fecomércio RN ouviu 1.305 trabalhadores formais em municípios potiguares. Apesar de 75% demonstrarem apoio inicial ao fim da escala 6×1, o percentual caiu para 55,6% após os entrevistados serem informados sobre os possíveis impactos econômicos da medida.
Entre os principais riscos apontados pelos trabalhadores estão aumento da rotatividade de mão de obra, crescimento da informalidade, acúmulo de funções e redução de empregos formais.
Em nível nacional, a CNC estima impacto anual de R$ 357,4 bilhões para os setores de comércio e serviços, além da possibilidade de eliminação de até 631 mil empregos formais no Brasil.
*Com informações do AgoraRN
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