A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva — equivalente à aposentadoria — do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente e réu pelo feminicídio da soldado da PM Gisele Alves Santana. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado e assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
Geraldo está preso desde 18 de março. A investigação concluiu que a morte de Gisele, inicialmente registrada como suicídio, apresenta evidências incompatíveis com essa versão. Laudos do Instituto Médico Legal apontaram sinais de agressão, reforçando a acusação de feminicídio e fraude processual.
Segundo a PM, a transferência para a reserva ocorreu de acordo com a legislação vigente e não impede a responsabilização criminal ou administrativa do oficial. A Corregedoria concluiu o Inquérito Policial Militar e instaurou um Conselho de Justificação, que poderá resultar na perda do posto e da patente caso haja decisão definitiva da Justiça Militar.
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