Foguete brasileiro será lançado do RN em missão para pesquisas em microgravidade

O Rio Grande do Norte volta a ocupar posição de destaque no programa espacial brasileiro com a realização da Operação Potiguar – Fase 2, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim.

A operação prevê o lançamento do foguete brasileiro VS-30 V16, que levará a Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R). As atividades estão previstas para ocorrer até o dia 19 de setembro.

O principal objetivo da missão é testar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da plataforma. Após o lançamento, a PSM-R deverá retornar à Terra, permitindo que equipamentos e experimentos científicos sejam recuperados e posteriormente analisados.

A missão é considerada estratégica para a retomada dos lançamentos suborbitais brasileiros e para a qualificação de uma plataforma nacional destinada à realização de pesquisas em ambiente de microgravidade.

O ambiente de microgravidade permite desenvolver experimentos que apresentam condições diferentes das encontradas na superfície terrestre. A plataforma poderá ser utilizada em pesquisas envolvendo materiais, fluidos, combustão, biologia e desenvolvimento de novas tecnologias.

Os experimentos científicos e tecnológicos que participam da iniciativa são selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB), dentro do Programa Microgravidade.

O foguete VS-30 V16 é um veículo de sondagem suborbital desenvolvido no Brasil. Segundo informações da AEB, esse tipo de foguete permite a realização de voos que proporcionam alguns minutos em ambiente de microgravidade, possibilitando a realização de experimentos científicos durante o trajeto.

Nesta missão, o veículo possui aproximadamente nove metros de comprimento e massa total de cerca de 1,6 tonelada. A expectativa é que o foguete alcance aproximadamente 100 quilômetros de altitude.

A Operação Potiguar 2 representa mais uma etapa no desenvolvimento da capacidade brasileira de realizar lançamentos suborbitais e de utilizar o ambiente espacial para pesquisas científicas e testes tecnológicos.

A atividade também reforça a importância do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, para as operações do programa espacial brasileiro.

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