A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação que investiga possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Mário Frias foi alvo de mandado de busca e apreensão.
De acordo com a investigação, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora Karina Ferreira da Gama. A PF também identificou uma transferência de R$ 645,4 mil feita pelo parlamentar para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.
Os investigadores apuram se recursos públicos destinados a projetos específicos foram utilizados de forma irregular e se houve conexão financeira entre esses valores e a produção de “Dark Horse”.
A operação também investiga possíveis relações financeiras envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o financiamento do longa-metragem.
Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental e organização criminosa. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Mário Frias não foi preso. Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar o país.
Após a operação, Frias negou irregularidades e classificou a ação da Polícia Federal como uma “cortina de fumaça”. O deputado afirmou que as emendas parlamentares são públicas e transparentes e declarou que pretende colaborar com as investigações.
“Dark Horse” conta a trajetória política de Jair Bolsonaro e ainda não tem data definida para estreia nos cinemas.
Foto: Agência Brasil