O Rio Grande do Norte registrou 13 casos de violência política durante a campanha eleitoral do primeiro turno de 2026, segundo levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global, divulgado pela Agência Brasil.
Em todo o país, foram contabilizados 134 episódios entre 16 de agosto e 4 de outubro, uma média de um caso a cada nove horas. Mulheres foram vítimas em 70 ocorrências, o equivalente a 52,2% do total.
As ameaças foram a forma de violência mais frequente, com 64 registros, seguidas por 33 casos de ofensas e 19 agressões físicas. A pesquisa também identificou 11 atentados e dois assassinatos.
Entre os casos de violência contra mulheres, foram registrados episódios de machismo ou misoginia, racismo e transfobia. As sete ameaças de violência sexual identificadas tiveram mulheres como vítimas.
São Paulo liderou o levantamento, com 16 casos, seguido do Rio Grande do Norte, com 13, Minas Gerais, com 12, e Rio Grande do Sul, com dez.
O estudo aponta aumento em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram registrados 121 casos. Segundo as organizações, nenhum dos 134 episódios mapeados havia resultado em punição até o encerramento da coleta de dados.
Foto: Reprodução/Brasil de Fato