O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso na sexta-feira (6), poucas horas depois de ser destituído do cargo pelo Senado. Ele foi colocado em prisão domiciliar, em Assunção, por determinação do Ministério Público, em meio às investigações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o banco digital Ueno Bank.
A decisão ocorreu após uma crise política e financeira que abalou o país e deixou milhões de clientes sem acesso ao dinheiro depositado na instituição financeira.
O Senado aprovou o impeachment de Peña por 44 votos favoráveis e uma abstenção. A votação aconteceu mesmo depois de o então presidente anunciar sua renúncia na quinta-feira (5). O Congresso não chegou a analisar o pedido de renúncia por falta de quórum, e o processo de impeachment prosseguiu.
As investigações apontam possíveis conflitos de interesse, tráfico de influência, violação de confiança e suspeitas de favorecimento ao banco. Peña foi acionista do grupo empresarial ligado ao Ueno Bank até março de 2025.
A instituição foi submetida à intervenção do Banco Central paraguaio após apresentar problemas de solvência. O fechamento das operações provocou o bloqueio de recursos de aproximadamente 3 milhões de clientes.
Peña nega irregularidades. Ele deverá permanecer em prisão domiciliar enquanto fica à disposição das autoridades e presta esclarecimentos ao Ministério Público.
Novo presidente
Com a destituição, o ex-vice-presidente Pedro Alliana foi empossado como novo presidente do Paraguai e deverá concluir o mandato, previsto para agosto de 2028.
Foto: Presidência do Paraguai/Reprodução