Além de manter a PEC do fim da escala 6×1 parada na Mesa Diretora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também cancelou uma reunião com o presidente da CCJ, Otto Alencar, e ainda não marcou a tradicional reunião de líderes para discutir a pauta da Casa.
A proposta que veio da Câmara prevê o fim da escala 6×1, a adoção da jornada 5×2 e a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas. Alcolumbre já declarou que o Senado não pretende apenas “carimbar” o texto aprovado pelos deputados e defendeu uma análise mais aprofundada nas comissões.
Enquanto a PEC principal aguarda despacho, Alcolumbre encaminhou para a CCJ uma proposta alternativa apresentada pela oposição. O texto mantém a jornada máxima atual de 44 horas semanais e cria um modelo mais flexível de contratação baseado em horas trabalhadas.
O tema divide parlamentares. Senadores ligados à base do governo defendem a rápida tramitação da proposta aprovada pela Câmara, enquanto setores da oposição argumentam que a redução da jornada pode elevar custos para empresas e afetar a geração de empregos.
Como se trata de uma PEC, a proposta precisa passar pela CCJ e, posteriormente, ser aprovada em dois turnos pelo plenário do Senado, com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Foto: Reprodução/Agência Senado