A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (20) mandado de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A ordem foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de um inquérito sigiloso que apura obstrução de Justiça e coação de autoridades.
Além da apreensão do celular, Malafaia teve o passaporte cancelado e está proibido de sair do Brasil ou manter contato com outros investigados. As medidas cautelares fazem parte de uma investigação que envolve também aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
De acordo com a PF, foram identificadas mensagens entre Malafaia e Bolsonaro com orientações estratégicas para pressionar o STF, incluindo discursos públicos e articulações políticas. O inquérito, instaurado em julho, apura o uso de lideranças religiosas e digitais na tentativa de desestabilizar o Judiciário após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Malafaia reagiu com críticas duras à operação, classificando a ação como “perseguição política” e comparando a PF a uma “Gestapo”. Parlamentares da direita também atacaram a decisão de Moraes, alegando abuso de poder.
A defesa do pastor afirma que vai recorrer das medidas impostas. O STF e a PF não comentaram oficialmente os detalhes da investigação, que corre em sigilo.
Foto: Reprodução
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