Com 13 mil armas espalhadas pelo mundo, humanidade está há um “erro de cálculo da aniquilação nuclear”, diz ONU

No dia 1º agosto, durante a abertura da conferência dos 191 países signatários do “Tratado de não proliferação de armas nucleares”, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que a humanidade está há um “erro de cálculo da aniquilação nuclear”, fato, segundo ele, que não acontecia desde a época da guerra fria, entre os anos de 1947 e 1991.

“Tivemos uma sorte extraordinária até agora. Mas a sorte não é estratégia nem escudo para impedir que as tensões geopolíticas se degenerem em conflito nuclear”, disse o secretário, que também mostrou preocupação com a quantidade de armas nucleares espalhadas pelo mundo.

“Cerca de 13 mil armas nucleares estão nos arsenais do mundo em um momento em que os riscos de proliferação aumentam e as salvaguardas para prevenir esta escalada se enfraquecem”, afirmou.

Em janeiro deste ano, os cinco membros do Conselho de Segurança – Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, que são também potências nucleares -, se comprometeram a “prevenir o acesso e a disseminação” nuclear, antes da divulgação de um novo relatório da conferência, que está sob análise.

“Eliminar as armas nucleares é a única garantia de que nunca serão utilizadas”, disse ele. Guterres visitará Hiroshima nesta terça-feira (09), data que marca os 77 do bombardeio nuclear que matou mais de 70 mil pessoas na região.

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