Deputado que fez “arminha” em frente ao gabinete de Isolda, pede revogação do Dia da Visibilidade Lésbica no RN

Ao que parece o deputado estadual Michael Diniz (Solidariedade), que assumiu a cadeira do colega de partido, o deputado afastado e candidato a deputado federal, Kelps Lima, pretende deixar a marca do seu mandato através das suas seguidas polêmicas.

Nesta quarta (24) Diniz apresentou um pedido de revogação da lei que institui o Dia Estadual da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, proposta pela deputada estadual e candidata à reeleição Isolda Dantas (PT) e sancionada pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), em 2020. Segundo o parlamentar, é preciso “limpar essas leis” para que a população consiga “lidar melhor com a legislação”.

Michael Diniz tem 27 anos, é dono de postos de combustíveis em Parnamirim, cidade que faz parte da região metropolitana de Natal, se autodeclara “monarquista, soldado de Bolsonaro” e tem minimizado o racismo em suas falas.

Já na sua primeira semana como deputado empossado, realizada no dia 15 de junho deste ano, Michael Diniz declarou durante uma sessão da Assembleia que sentia “repúdio e “desprezo” pela comunidade LGBT.

No dia 13 de julho deste ano, o Colegiado de Líderes da Assembleia chegou a se reunir para discutir a postura do deputado Michael Diniz, que fez uma foto com sinal de arma na porta do gabinete da parlamentar Isolda Dantas. A foto na qual Michael aparece fazendo sinal de arma foi postada nos stories de uma outra pessoa, que marcou o parlamentar.

 

Histórico

O deputado Michael Diniz é filho do ex-vereador da cidade de Parnamirim Manuel Diniz, que foi eleito para quatro mandatos, mas em julho de 2021 foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a devolver R$ 62.369,72 à Câmara do município.

De acordo com publicação no Diário Eletrônico do TCE do dia 20 de julho de 2021, Manuel Diniz foi condenado a ressarcir o erário público por uso irregular da verba de gabinete. Foram devolvidos R$33.936,88 em razão da ausência de comprovação da destinação de combustível adquirido com a verba de gabinete; mais R$14.032,84 pelo indevido pagamento de refeições também com verba de gabinete; e outros R$14.400,00 pela irregularidade na destinação de verba de gabinete para divulgação e publicidade.

Apesar de ter vencido quatro eleições para a Câmara de Vereadores de Parnamirim, Manuel perdeu o pleito em 2020, quando tentou renovar o mandato pelo Cidadania.

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Com informações da Agência Saiba Mais.