Um estudo publicado na revista científica JAMA Internal Medicine indica que o jejum prolongado não traz benefícios adicionais para a maioria dos exames de sangue de rotina. A pesquisa foi divulgada em 28 de setembro de 2026 e analisou dados de 101.148 pacientes adultos, com quase 9,8 milhões de resultados laboratoriais.
Os pesquisadores observaram que a maioria dos exames apresentou alterações mínimas relacionadas ao tempo sem alimentação. O estudo também constatou que permanecer mais de 12 horas em jejum não provocou diferenças adicionais relevantes em comparação com períodos de 8 a 12 horas.
Entre os exames que podem sofrer alterações com períodos menores de jejum estão os de glicose, triglicerídeos, gama-glutamil transferase (GGT) e lipase. Por isso, a necessidade de jejum deve considerar o tipo de exame solicitado.
Os resultados podem contribuir para a revisão de protocolos que exigem jejum de forma generalizada, evitando desconforto desnecessário aos pacientes. No entanto, a pesquisa não significa que o jejum possa ser dispensado em todos os casos.
A orientação é seguir as recomendações do laboratório e do profissional de saúde responsável, pois alguns exames ainda exigem condições específicas para garantir a interpretação adequada dos resultados.
Fonte: JAMA Internal Medicine.
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