O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça, o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação do Banco Master.
A decisão ocorre após a divulgação de informações extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que apontaram contatos e diálogos envolvendo autoridades e pessoas próximas ao caso.
Fachin estabeleceu o prazo de cinco dias para que os envolvidos apresentem informações. Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão aspectos relacionados à condução da investigação e aos procedimentos adotados a partir do material apreendido pela Polícia Federal.
André Mendonça é o relator do caso no STF. O ministro confirmou que se reuniu com Daniel Vorcaro uma vez, em março de 2025, no Instituto Iter, em São Paulo. Segundo Mendonça, o encontro ocorreu para tratar de uma demanda relacionada a precatórios e não houve compromisso assumido em favor do banqueiro.
O ministro também apresentou documentos para contestar suspeitas relacionadas à compra de ternos e anunciou sua saída da sociedade do Instituto Iter.
A determinação de Fachin amplia a pressão sobre os envolvidos e coloca o Supremo Tribunal Federal no centro dos novos desdobramentos da investigação que apura as relações de Daniel Vorcaro e do Banco Master com autoridades.
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