A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou oficialmente na tarde desta terça-feira (17) que não será candidata ao Senado nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada por meio de uma carta aberta direcionada ao povo potiguar, publicada em suas redes sociais.
No texto, a governadora afirma que a escolha foi motivada pela necessidade de permanecer à frente do Executivo estadual até o fim do mandato. Segundo ela, a permanência no cargo é fundamental para garantir a continuidade de obras e projetos considerados estratégicos para o estado.
Entre as ações citadas estão a construção do Hospital Metropolitano, a duplicação da BR-304 e o avanço das obras relacionadas à transposição do Rio São Francisco.
A petista também menciona entraves políticos que inviabilizaram uma eventual candidatura. De acordo com a carta, o vice-governador não assumiria o comando do Estado, o que impediria sua desincompatibilização dentro do prazo legal.
“Não há cargo no Senado que valha minha coerência”, escreveu.
Ao longo do documento, Fátima Bezerra adota um tom político ao defender o legado da sua gestão e criticar setores da oposição, mencionando o que chamou de interesses de uma “velha elite”.
Ela também reforça alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o campo político do Partido dos Trabalhadores, sinalizando continuidade do projeto político no estado.
Apesar de abrir mão da disputa ao Senado, a governadora destaca que seguirá atuando politicamente e apoiando candidaturas alinhadas ao seu grupo nas eleições de 2026.
A decisão impacta diretamente o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte, especialmente na disputa por uma vaga no Senado, considerada uma das mais estratégicas do pleito.
Com a saída de Fátima Bezerra da corrida, o grupo governista deve reorganizar sua estratégia e definir um novo nome para a disputa.
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