O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, realizou nesta quinta-feira (16) a terceira captação de órgãos de 2026. A operação mobilizou equipes médicas do Rio Grande do Norte e do Ceará, além de aeronaves e forças de segurança, para garantir o transporte dos órgãos aos pacientes transplantados.
Foram captados coração, pulmão, fígado, rins e córneas de um homem de 27 anos, vítima de traumatismo cranioencefálico após um acidente de motocicleta. A família autorizou a doação após a confirmação da morte encefálica.
O coração será transplantado em um paciente de 67 anos, único inscrito na fila de transplante cardíaco do SUS no Rio Grande do Norte. Os demais órgãos beneficiarão outros pacientes que aguardam por um transplante.
A médica Náthalie Rosado, que participou da equipe responsável pelo procedimento, destacou a importância do gesto da família do doador e da solidariedade da população mossoroense.
“A doação de órgãos representa um ato de solidariedade que salva vidas. Graças à decisão da família e à sensibilidade da população de Mossoró, pacientes que aguardavam na fila do SUS terão uma nova oportunidade de viver.”
No Brasil, qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos e tecidos após a morte, mas a doação só acontece com a autorização da família. Por isso, o mais importante é comunicar esse desejo aos familiares.
O que é preciso para ser doador?
Manifestar em vida o desejo de ser doador.
Conversar com a família e deixar clara essa vontade.
Após a morte, a doação só pode ocorrer depois da confirmação da morte encefálica por médicos, seguindo critérios rigorosos previstos em lei.
A família deve autorizar formalmente a doação.
Foto: Reprodução