Pelo menos 28 pessoas morreram após um incêndio atingir a fábrica de calçados Huiteng Shoes, na cidade de Jinjiang, província de Fujian, no sudeste da China, na quinta-feira (9). A tragédia é considerada um dos acidentes industriais mais graves registrados no país nos últimos anos.
Segundo a agência estatal Xinhua, 239 pessoas estavam no prédio no momento do incêndio. Equipes de resgate conseguiram retirar 213 ocupantes, mas duas vítimas morreram no hospital e outras 26, que inicialmente estavam desaparecidas, foram encontradas sem vida.
As chamas começaram por volta do meio-dia (horário local), no primeiro andar do edifício de cinco pavimentos. O fogo se espalhou rapidamente devido à grande quantidade de materiais inflamáveis utilizados na fabricação de calçados, como espumas, colas e borrachas. Além disso, corredores e escadas estavam parcialmente obstruídos por materiais armazenados, dificultando a fuga dos trabalhadores e a atuação dos bombeiros.
Mais de 500 profissionais participaram da operação de resgate, que levou cerca de quatro horas para controlar completamente o incêndio. Imagens divulgadas pela imprensa chinesa mostram trabalhadores presos no telhado da fábrica aguardando socorro enquanto uma intensa fumaça preta tomava conta do prédio.
O presidente da China, Xi Jinping, determinou “todos os esforços” para salvar os sobreviventes, prestar assistência às vítimas e investigar as causas do incêndio. Ele também exigiu a responsabilização dos envolvidos.
As autoridades chinesas informaram que o proprietário da fábrica e outros responsáveis foram detidos, enquanto as contas da empresa foram congeladas para garantir o andamento das investigações e das indenizações às famílias das vítimas. Até o momento, a causa oficial do incêndio ainda não foi divulgada.
O acidente reacendeu o debate sobre a segurança no trabalho na China. Apesar das campanhas do governo para reforçar a fiscalização, o país ainda registra milhares de mortes por acidentes industriais todos os anos.
Foto: Reprodução/APNEWS