Incêndio na UFPE pode ter atingido pesquisas sobre câncer, autismo, TDAH, obesidade e Covid-19

Um incêndio atingiu, na noite desta quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária, no Recife. O imóvel abriga laboratórios e estruturas voltadas à pesquisa e inovação.

Segundo relatos de estudantes e pesquisadores, entre os materiais potencialmente atingidos estão amostras e projetos relacionados a estudos sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. Também podem ter sido afetados trabalhos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado desenvolvidos ao longo de anos.

O prédio abrigava laboratórios de áreas como farmácia, informática e genética, além de equipamentos utilizados em diferentes pesquisas. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, informou que os equipamentos existentes no local são avaliados em cerca de R$ 100 milhões. O valor das perdas, no entanto, ainda não foi oficialmente calculado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou cinco viaturas para combater as chamas. O fogo foi controlado e não houve registro de vítimas.

A causa do incêndio ainda não foi esclarecida. Uma avaliação técnica deverá apontar a origem das chamas e a extensão dos danos.

Este é o terceiro incêndio registrado em instalações da UFPE em poucos dias. Outros dois casos ocorreram em laboratórios da universidade desde o fim de setembro. As circunstâncias dos episódios também estão sendo apuradas.

Apesar do incêndio, a UFPE informou que as atividades acadêmicas desta quinta-feira (8) estão mantidas normalmente, já que o prédio atingido fica em uma área isolada do campus.

Foto; Reprodução