Jovem vítima de fake news tira a própria vida após ser apontada como affair de Whindersson Nunes

A jovem mineira Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, apontada como o suposto novo romance do humorista Whindersson Nunes, faleceu na última sexta-feira, 22. A notícia do seu falecimento foi divulgada pela família por meio das redes sociais.

As conversas entre Jéssica e Whindersson foram vazadas pela página de fofoca Choquei no dia 18, gerando controvérsias. O humorista negou o envolvimento, classificando os prints como falsos. O alvoroço nas redes sociais aumentou após a publicação dos supostos diálogos pela Choquei, uma página com grande alcance nas redes sociais.

O dono da Choquei, Raphael Sousa, chegou a debochar da solicitação de Jéssica para remover a fake news. “Avisa pra ela que a redação do Enem já passou, Pelo amor de Deus”, escreveu. Logo depois a assessoria jurídica da Choquei divulgou uma nota lamentando a morte da jovem e em seguida apagou todas as postagens relacionadas a ela. Jéssica estava sofrendo ataques após ser associada a Whindersson.

Amigos confirmaram a notícia da morte e expressaram tristeza pelas mensagens negativas recebidas por Jéssica. Após a trágica morte da jovem, os perfis que divulgaram os prints foram removidos das redes sociais.

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, emitiu uma declaração demandando a regulamentação das redes sociais diante do caso. Ele destacou a relação entre a disseminação de mentiras e ódio nas redes sociais e tragédias como o suicídio de Jéssica, reforçando a necessidade de regulamentação para preservar a dignidade e democracia.

“A irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais diante de conteúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos (alguns envolvidos na politica institucional) nela propagam tem destruído famílias e impossibilitado uma vida social minimamente saudável. Por isso, volto ao ponto: a regulação das redes sociais torna-se um imperativo civilizatório, sem o qual não há falar-se em democracia ou mesmo em dignidade. O resto é aposta no caos, na morte e na monetização do sofrimento”, afirmou o chefe da pasta.

Foto: Reprodução

 

 

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