O Ministério da Saúde liberou R$ 100 milhões para financiar pesquisas sobre a terapia CAR-T Cell, tratamento que utiliza células de defesa do próprio paciente, modificadas em laboratório, para combater determinados tipos de câncer no sangue.
O projeto é desenvolvido pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantan. O financiamento integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-Saúde), com apoio de pesquisa da Fapesp e do CNPq.
O estudo clínico de fase 1/2 prevê a participação de 81 pacientes com leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin de células B. Poderão participar pessoas cuja doença não respondeu ao tratamento convencional ou voltou após terapias como quimioterapia e transplante de medula óssea.
Segundo os pesquisadores, 20 pacientes já receberam a terapia desenvolvida pela USP e pelo Hemocentro. Desse total, 14 continuam bem. Um dos casos de maior repercussão foi o do publicitário Paulo Peregrino, que apresentou remissão completa do linfoma 30 dias após o tratamento.
O recrutamento dos participantes está previsto para janeiro e fevereiro de 2027, com acompanhamento por mais 12 meses. Após a análise dos resultados, os pesquisadores poderão solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro do produto.
Caso seja aprovado, o tratamento poderá ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é ampliar o acesso a uma terapia avançada para pacientes com tipos específicos de câncer no sangue.
Como se candidatar
Pacientes que acreditam atender aos critérios devem conversar com o médico responsável, que poderá encaminhar o relatório de saúde para avaliação da equipe do Hemocentro pelo e-mail terapia@hemocentro.fmrp.usp.br. A participação depende da análise e da aprovação do caso pelos pesquisadores.
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