A indústria da pesca oceânica do Rio Grande do Norte voltou a enfrentar incertezas diante da possibilidade de os Estados Unidos elevarem para 37,5% as tarifas sobre produtos brasileiros, incluindo o atum potiguar. Atualmente, a taxa é de 10%, após ter sido reduzida de 25% no ano passado.
Segundo o presidente do Sindipesca-RN, Arimar França Filho, a medida ameaça a competitividade do setor, que emprega cerca de 1,5 mil trabalhadores no Estado e já registrou queda de aproximadamente 50% nas exportações em 2025.
Como alternativa, empresas têm ampliado as vendas de lagosta para mercados asiáticos, como China e Taiwan, enquanto o setor defende a reabertura do mercado europeu para reduzir a dependência dos Estados Unidos.
Representantes da indústria brasileira participam de audiências nos EUA para tentar impedir a adoção da nova tarifa, cuja decisão final deve ser anunciada até 15 de julho.
*Com informações do Agora RN
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