Os três policiais militares da ativa do Ceará, presos durante a Operação Desvirtuados nesta sexta-feira (25), são considerados inocentes por seu advogado de defesa, que alega falta de provas para justificar a detenção.
Segundo o advogado Douglas Pereira, responsável pela defesa dos investigados, “não existe indício razoável para a prisão deles”. Ele afirmou ainda que o Ministério Público do Rio Grande do Norte já reconheceu a ilegalidade da prisão de um dos PMs. “Em breve, meus clientes serão soltos. Vamos comprovar a inocência de todos”, declarou.
A defesa também criticou a falta de acesso aos autos do processo:
“Eles [os policiais] alegam inocência e até agora não conseguimos entender o que aconteceu, porque ainda não tivemos acesso completo aos autos”, disse o advogado.
Os policiais são suspeitos de integrar um grupo criminoso que teria atuado como milícia armada em Mossoró, na região Oeste do RN. Segundo a investigação, conduzida pela 15ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (DEFUR), os crimes ocorreram na madrugada de 20 de maio.
Na ocasião, o grupo teria invadido uma residência no bairro Alto do Sumaré, feito um casal de idosos refém e roubado joias, bebidas e cerca de R$ 5 mil em dinheiro, totalizando um prejuízo superior a R$ 10 mil. Em seguida, os suspeitos teriam executado Oziel Francisco do Nascimento Júnior, no bairro Abolição V, e realizado diversos disparos contra imóveis no Abolição IV, em um suposto ato de intimidação.
A Polícia Civil afirma que o grupo atuava com características típicas de milícia e grupo de extermínio, cometendo crimes como agiotagem, extorsão, furtos, roubos e homicídios, usando a condição de policiais para praticar os delitos.
Foto: Reprodução
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