A defensora pública Geana Aline de Souza, de 39 anos, faleceu em 25 de março de 2025, em Boa Vista, Roraima, em decorrência de uma infecção generalizada que teria se originado após uma tentativa de inserção de um Dispositivo Intrauterino (DIU) realizada em 18 de março pela médica Mayra Suzanne Garcia Valladão. Logo após o procedimento, Geana apresentou febre e dores, e seu quadro clínico se agravou nos dias seguintes, culminando em sua morte.
A Polícia Civil de Roraima iniciou uma investigação para determinar se houve negligência, imperícia ou imprudência por parte da médica responsável pelo procedimento. O consultório de Mayra foi inspecionado pela Vigilância Sanitária Estadual e Municipal em 28 de março, com o objetivo de avaliar as condições de biossegurança dos equipamentos utilizados. A delegada Jéssica Muniz, responsável pelo caso, aguarda o laudo pericial do material biológico da vítima, elaborado pelo Instituto de Medicina Legal (IML), para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público e à Justiça.
Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR) instaurou uma sindicância para apurar a conduta da médica. Embora Mayra afirme possuir pós-graduação em ginecologia e obstetrícia, não há registro de especialidade nem de Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em seu nome no site do CRM-RR.Em nota pública, a médica Mayra Suzanne declarou que o ocorrido com Geana foi uma fatalidade e que “não tem relação com os atendimentos médicos realizados pela profissional, pois prestou toda a assistência necessária, conforme será devidamente comprovado em momento oportuno”.
Geana Aline de Souza atuava como defensora pública desde 2017 e era presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos de Roraima (ADPER). Atualmente, exercia suas funções na Vara de Execuções Penais e também teve atuação marcante na comarca de São Luiz, no sul do estado. O Ministério Público de Roraima (MPRR), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, também abriu investigação para apurar se houve falha médica ou negligência no atendimento prestado à defensora.
Até o momento, as investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias que levaram ao falecimento de Geana Aline de Souza.
Foto: Reprodução
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