O Rio Grande do Norte registrou aumento nos casos de ciguatera no primeiro semestre de 2026. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foram contabilizadas 141 ocorrências até 11 de junho, número 60,2% maior que todo o ano de 2025, quando foram registrados 88 casos.
A ciguatera é uma intoxicação causada pelo consumo de peixes contaminados por uma toxina chamada ciguatoxina, que não altera o cheiro, sabor ou aparência do pescado e não é eliminada pelo cozimento ou congelamento.
Os principais sintomas são dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, dormência na língua e nas extremidades, gosto metálico na boca, tontura, fraqueza e alteração na percepção de temperatura, quando a pessoa sente quente como frio e frio como quente.
A espécie mais associada aos casos no estado é a Bicuda, responsável por 45,13% dos registros. Natal concentra mais da metade das notificações, com 52,21% dos casos.
A Sesap orienta que pessoas que apresentarem sintomas após o consumo de peixe procurem atendimento médico e informem o consumo do alimento.
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