O senador potiguar Rogério Marinho, do PL, repercutiu durante a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, nesta quarta-feira (2).
Líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Marinho criticou a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso por semana.
Durante o pronunciamento, o senador afirmou que seria “burro” quem negasse que a mudança poderia aumentar os custos para as empresas e provocar impactos sobre preços, empregos e informalidade.
A declaração provocou reação do relator da proposta, senador Omar Aziz. O parlamentar questionou se Marinho estaria, então, chamando de “burros” os mais de 60 deputados do PL que haviam votado a favor da proposta na Câmara.
Rogério Marinho foi um dos quatro senadores que registraram voto contrário à PEC na CCJ. A proposta foi aprovada pela comissão e agora precisa passar pelo plenário do Senado, em dois turnos.
Marinho também é autor de uma proposta que prevê a flexibilização da jornada de trabalho. A iniciativa é apresentada por ele como uma alternativa à redução da jornada estabelecida pela PEC do fim da escala 6×1, defendendo que diferentes formatos de jornada possam ser definidos por negociação.
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