A sífilis continua avançando no Brasil e ainda é subestimada por grande parte da população. Transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo, a infecção é causada pela bactéria Treponema pallidum e também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação, o que agrava o problema de saúde pública.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil acumula mais de 800 mil casos de sífilis em gestantes nas últimas décadas, evidenciando a persistência da doença no país. Apenas em 2024, houve aumento nos registros de transmissão vertical — quando a infecção é repassada ao feto. Diante desse cenário, especialistas classificam a sífilis como uma epidemia persistente, com números elevados ao longo dos anos.
Um dos principais desafios no controle da doença é o fato de, muitas vezes, não apresentar sintomas evidentes. As lesões iniciais costumam ser indolores e podem desaparecer mesmo sem tratamento, o que leva à falsa sensação de cura. Sem diagnóstico, a pessoa pode continuar transmitindo a infecção. A baixa adesão ao uso de preservativos e o não tratamento dos parceiros também contribuem para a disseminação.
Sem tratamento adequado, a sífilis pode evoluir para formas graves, afetando o sistema nervoso, o coração e outros órgãos, além de poder levar à morte. Em gestantes, há risco de sífilis congênita, aborto ou morte fetal. Apesar disso, o diagnóstico é simples e o tratamento é eficaz, com oferta gratuita pelo Sistema Único de Saúde.
Foto: Reprodução