No distrito de Beed, mulheres que trabalham no corte de cana-de-açúcar vêm sendo submetidas a histerectomias — cirurgia de retirada do útero — para evitar faltas causadas por menstruação, gravidez ou abortos espontâneos. O caso gerou indignação na Índia e levou o governo do estado de Maharashtra a abrir investigações.
Segundo relatórios oficiais e entidades de direitos humanos, muitas trabalhadoras enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários e ameaças de multas quando faltam ao trabalho. Ativistas afirmam que essas condições acabam pressionando as mulheres a aceitarem a cirurgia para manter o emprego.
Uma investigação apontou que mais de 13 mil mulheres do setor passaram pela retirada do útero na última década em Beed. Em alguns levantamentos, a taxa de histerectomia entre trabalhadoras da cana chegou a 36%, muito acima da média nacional indiana, de cerca de 3%.
Relatórios recentes do governo também revelaram que centenas de mulheres fizeram a cirurgia antes de migrar para o trabalho sazonal nas lavouras. Muitas têm entre 30 e 35 anos — faixa considerada precoce para esse tipo de procedimento.
As denúncias apontam ainda participação de clínicas privadas e intermediários de trabalho, que teriam incentivado procedimentos desnecessários. O governo de Maharashtra criou comitês especiais para investigar possíveis irregularidades e ampliar a assistência médica às trabalhadoras rurais.
No distrito de Beed, mulheres que trabalham no corte de cana-de-açúcar vêm sendo submetidas a histerectomias — cirurgia de retirada do útero — para evitar faltas causadas por menstruação, gravidez ou abortos espontâneos. O caso gerou indignação na Índia e levou o governo do estado de Maharashtra a abrir investigações.
Segundo relatórios oficiais e entidades de direitos humanos, muitas trabalhadoras enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários e ameaças de multas quando faltam ao trabalho. Ativistas afirmam que essas condições acabam pressionando as mulheres a aceitarem a cirurgia para manter o emprego.
Uma investigação apontou que mais de 13 mil mulheres do setor passaram pela retirada do útero na última década em Beed. Em alguns levantamentos, a taxa de histerectomia entre trabalhadoras da cana chegou a 36%, muito acima da média nacional indiana, de cerca de 3%.
Relatórios recentes do governo também revelaram que centenas de mulheres fizeram a cirurgia antes de migrar para o trabalho sazonal nas lavouras. Muitas têm entre 30 e 35 anos — faixa considerada precoce para esse tipo de procedimento.
As denúncias apontam ainda participação de clínicas privadas e intermediários de trabalho, que teriam incentivado procedimentos desnecessários. O governo de Maharashtra criou comitês especiais para investigar possíveis irregularidades e ampliar a assistência médica às trabalhadoras rurais.
Foto: File photo| Reuters